terça-feira, 27 de setembro de 2011

Superação...





ESTAMOS HÁ UM DIA SEM COMER AÇÚCAR!

NOSSO RECORDE É DE...BOM, DEIXA PRA LÁ...
VAMOS QUEBRAR ESSE RECORDE!!!!

terça-feira, 13 de setembro de 2011

A mendiga, a princesa e a rainha



Desde os tempos das avós, ou pelo menos desde os tempos que os corpos magros começaram a imperar, uma frase é lei quando se trata de alimentação: “devemos tomar um café da manhã de rainha, um almoço de princesa e um jantar de mendiga”.
Bom, voltando agora para a realidade, permita-me que eu dê a criatura que inventou essa frase uma pequena explicação:
Meu café é de mendiga, porque eu tenho que levantar às 06:30 da manhã, sentindo meus olhos como se alguém tivesse jogado areia neles e a menos que eu queira perder 20 minutos preciosos do meu sono, eu tenho que agarrar a primeira coisa mastigável que apareça na minha frente! Depois ainda tenho que ter tempo de tomar banho, lavar a cara, me maquiar (se der tempo) e arrumar o cabelo (rezando pra que ele esteja em um dia bom).
Meu almoço não é de princesa...porque princesa não trabalha! Almoço de trabalhadora brasileira, pertencente à classe média, com direito a bandejão, fila, e um pratão de sobremesa olhando pra você bem naquele dia que o seu chefe comeu o seu rim à milanesa, seguido por um doce feito com o meu fígado (sim, pois para os chefes os fígados só podem ser doces, já que eles adoram comer)! E tem que comer rápido, antes que minhas roupas saiam do estabelecimento cheirando a comida, e eu consiga tempo de descansar um pouco antes de ter que preparar minhas aulas e seguir para o segundo round do dia.
Saio do trabalho, terceiro round: a arte de lecionar! Durante a semana, no mínimo 30 pessoas diferentes passam por você, cada uma com a sua personalidade e seu grau de dificuldade para o aprendizado. Assim como temos os compenetrados e comportados, temos também os tagarelas e os borboletas.
Chego em casa por volta das 22hs...e como igual a uma rainha, sim! Porque com todo o estilo de dia que eu levo, o mínimo de direito o que eu tenho é o de comer o que me der na veneta, de preferência que fique pronto bem rapidinho! Quero comer como uma rainha, dormir como uma rainha e de preferência ser tratada como uma rainha. E como rainha, não quero ninguém me mandando ou me orientando sobre o que comer! Como rainha, eu sei o que é bom pra mim!

Ficou claro ou quer que eu desenhe?

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Gringa em dia de faxina...



Minha mãe nem pode saber que eu fiz uma confissão dessas, mas eu adoraria saber limpar como ela hehehehehe. Mas, apesar de um tipo físico “bom pra lavoura”, sou aquilo que eu gosto de chamar de “alma erudita”. Mil vezes um teatro, um cinema, um belo de um livro grossão assim ó, decorar uma lei, aprender uma frase em uma língua diferente, do que me atracar de pano e balde em qualquer coisa que seja. Nerd, eu sei, mas é a mais pura verdade...

Já mamãe sempre foi fanática por limpeza. Daquelas que lava até a casca do ovo que chega do mercado, se o tempo permitir. Acorda às 06:30 da manhã e a primeira coisa que faz é arrumar a cama. Segunda coisa, tomar banho, passando rodo no box para que não fique “cheio de coisa peguenta”; Terceiro, tomar um café, e nunca, mas nunquinha deixando de lavar a louça logo em seguida “comigo é rapidinho assim pá pá pá pá pá”!

Ela até passou uns bons anos da vida dela me ensinando a “pegar o sabãozinho, esfregar bem direitinho e deixar tudo brilhandinho”. Professora de pré-escola, termina todas as palavras no “inho”.  A mim, só restou dizer que eu “não tava a afinzinho...”. Mas coisa ou outra eu aprendi. Aliás, aprendi de tudo, mas sem aquela excelência que mommys tanto desejou. Eu pego o sabão, esfrego o máximo que consigo, chegando ainda assim em um meia boca e deixo tudo opaco...

Mas, como toda mortal (lê-se, como toda mulher que não ganhou na mega, ou que não chegou exatamente no grau de riqueza material que almeja), tem dia que o caos impera e as coisas tem que ser arrumadas. E chegou o dia de aproveitar aquele sábado de folga para fazer aquela faxina, limpeza, 5s, macumba ou o que quiser chamar:

Primeira coisa: a louça! Ela, que é a única tarefa doméstica desgraçada que aparece a cada 8 horas. Quando a gente não acumula obviamente (falando nisso, tenho que chegar em casa e lavar a minha...). Mas simbora...mp3 nos ouvidos, esponja na mão...The Corrs, prato limpo; John Legend, copo limpo, Irene Cara, noooooosa WHAT A FEEEEELIIIIIING, BEING IS BELIEEEEEEVING!!!!! com direito a girinho na frente da pia e três ou quatro passinhos para os jurados (leia-se jurados os garfos e facas). 

Terminados os passinhos de dança, ops, a louça, varre-se a casa, passa um paninho, tira o pó (atchim), corre na volta da casa com o botão do “bom ar” pressionado (cof, cof, cof). Termina com alguma caixa que está cheia de bugigangas e que eu resolvo abrir para desvendar. Dobra as roupas, coloca-as em cima da cama para guardar. Acende um incenso e um aromatizador de ambientes hummmm. Termina o banheiro. Senta-se e olha em volta: tudo limpinho, cheirosinho, brilhandinho. Se mamãe aparecer, vai me dar um beijo e uma medalha, me chamar de orgulho da mamãe e tudo o mais. 

Mamãe não aparece. Segunda-feira, começa a louça. Terça feira, recolhe-se as pressas as roupas do varal antes de ir trabalhar. Quarta feira, hora extra, não deu para aspirar o tapete. Quinta feira, o chefe me matou a golpe de faca no trabalho, não deu para tirar o pó. Sexta feira, o incenso acabou; Sábado, fui passear, que se dane o mundo e suas convenções. 

Domingo, a buzina na frente do portão. Lá vem ela, reluzente, brilhandinho, mais faceirinha que lambari na sanga. Não apareceu exatamente no dia que tava tudo brilhando, mas come on, é minha mãe, é claro que eu quero que ela me visite. 

Botou o pé na porta, olhou a louça e ficou quietinha, olhou a cama e viu a roupa por cima...ficou quietinha. Sentou olhando para a louça no escorredor. Levantou quase que de sopetão e disse: EU GUARDO PRA TI ESSA LOUCINHA!!!! Com direito a dicas de organização e limpeza.

Eu, que lembro da vassoura, do pó, do WHAT A FEEEEELING e da maratona com o botão do bom-ar da semana passada, só suspiro...

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Como se esquivar do trabalho...


Em meio às situações do dia-a-dia que duram uma manhã e uma tarde, fabricando derivados de matéria fóssil que contribuem para o progresso, gringa e seus colegas 1 e 2 precisam carregar alguns galões de água, visto que é comum no meio organizacional que a água acabe e metade da galera se esconda até que o próximo galão cheio apareça ali em um passe de mágica...
Como eram dois os galões, gringa ficou com pena do colega 1 e resolveu ela mesma ajudar e carregar um dos galões de 20 litros, com prováveis 30kg...ao que o colega 1 diz:

- Colega 2, ajuda aí, pega um dos galões, que eles são muito pesados para a gringa...

Ao que o colega 2 responde:

- Bah, estou com café na mão, se eu pegar o galão meu café vai esfriar...

Uau...

Só para constar: invente uma hérnia, mas não culpe seu café!

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Danuza...



Danuza Leão volta e meia tem umas sacadas...por puro bairrismo, a Martha Medeiros me põe a pensar sobre a vida muito mais vezes, mas esse texto da Danuza se encaixou muito bem para esses dias de nossas vidas (uuui como eu tô poética)


DANUZA LEÃO
Não há nada que me deixe mais frustrada
do que pedir sorvete de sobremesa,
contar os minutos até ele chegar
e aí ver o garçom colocar na minha frente
uma bolinha minúscula do meu sorvete preferido.
Uma só.
Quanto mais sofisticado o restaurante,
menor a porção da sobremesa.
Aí a vontade que dá é de passar numa loja de conveniência,
comprar um litro de sorvete bem cremoso
e saborear em casa com direito a repetir quantas
vezes a gente quiser,
sem pensar em calorias, boas maneiras ou moderação.
O sorvete é só um exemplo do que tem sido nosso cotidiano.
A vida anda cheia de meias porções,
de prazeres meia-boca,
de aventuras pela metade..
A gente sai pra jantar, mas come pouco.
Vai à festa de casamento, mas resiste aos bombons.
Conquista a chamada liberdade sexual,
mas tem que fingir que é difícil
(a imensa maioria das mulheres
continua com pavor de ser rotulada de 'fácil').
Adora tomar um banho demorado,
mas se contém pra não desperdiçar os recursos do planeta.
Quer beijar aquele cara 20 anos mais novo,
mas tem medo de fazer papel ridículo.
Tem vontade de ficar em casa vendo um DVD,
esparramada no sofá,
mas se obriga a ir malhar.
E por aí vai.
Tantos deveres, tanta preocupação em 'acertar',
tanto empenho em passar na vida sem pegar recuperação...
Aí a vida vai ficando sem tempero,
politicamente correta
e existencialmente sem-graça,
enquanto a gente vai ficando melancolicamente
sem tesão...
Às vezes dá vontade de fazer tudo 'errado'.
Deixar de lado a régua,
o compasso,
a bússola,
a balança
e os 10 mandamentos.
Ser ridícula, inadequada, incoerente
e não estar nem aí pro que dizem e o que pensam a nosso respeito.
Recusar prazeres incompletos e meias porções.
Até Santo Agostinho, que foi santo, uma vez se rebelou
e disse uma frase mais ou menos assim:
'Deus, dai-me continência e castidade, mas não agora'....
Nós, que não aspiramos à santidade e estamos aqui de passagem,
podemos (devemos?) desejar
várias bolas de sorvete,
bombons de muitos sabores,
vários beijos bem dados,
a água batendo sem pressa no corpo,
o coração saciado.
Um dia a gente cria juízo.
Um dia.
Não tem que ser agora.
Por isso, garçom, por favor, me traga:
cinco bolas de sorvete de chocolate,
um sofá pra eu ver 10 episódios do "FRIENDS',
uma caixa de trufas bem macias
e o Richard Gere, nu,
embrulhado pra presente.
OK?
Não necessariamente nessa ordem.
Depois a gente vê como é que faz pra consertar o estrago . . .




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